Notícias



Desembargadora suspende decisão de juiz que encerrou recuperação do Grupo Bom Jesus


A desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), suspendeu uma decisão do juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, da 4ª Cível Especializada em Recuperação Judicial e Falências de Rondonópolis, que havia declarado encerrado o processo de recuperação judicial do Grupo Bom Jesus, um dos maiores do setor de agronegócio em Mato Grosso.

As dívidas declaradas pela companhia, que tem sede em Rondonópolis (MT) e opera com produção agrícola e revenda de insumos, eram de R$ 2,6 bilhões quando buscou o benefício da recuperação judicial em junho de 2016. À ocasião, culpou a estiagem em 2015 e a “intransigência” na negociação da dívida com alguns credores pelas dificuldades que resultaram no acúmulo das dívidas.

A magistrada proferiu a decisão nesta segunda-feira (9) num recurso de apelação interposto pelo empresário Leandro Motta da Silva contra a Bom Jesus Agropecuária Ltda e outras empresas beneficiadas pela recuperação judicial bilionária.

Ela determinou ainda que o juiz responsável pelo processo, nomeie no prazo de 5 dias, uma empresa especializada em perícia e auditoria “para verificação do cumprimento do plano recuperacional no período do biênio fiscalizatório e de todos os documentos financeiros e contábeis, análise das receitas, despesas e os seus respectivos destino, notas de compra, de remessa e de devolução, dentre outras verificações necessárias”. A empresa deverá ser escolhida da lista com três nomes apresentada pelo credor na petição. Os custos deverão ser pagos pelo grupo empresarial em recuperação.

Conforme a relatora do recurso na Primeira Câmara de Direito Privado do TJ, a nomeação da empresa para fazer o levantamento visa “evitar que a situação permaneça ad eternum, pois a finalidade principal da recuperação judicial é o pagamento dos credores”.


Fonte: www.agoramt.com.br, 09.12.2019

Compartilhe essa notícia:

Notícia Anterior

Qual é a base de cálculo para a fixação da sucumbência na impugnação de crédito na recuperação judicial e falência?

Próxima Notícia

Viracopos oficializa possibilidade de devolver concessão em novo plano de recuperação judicial