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Não misture suas contas: Saiba por que e como separar


Uma das principais regras de finanças empresariais é a separação das contas da “pessoa física” e da “pessoa jurídica”. Não é por acaso, a maior parte dos negócios que fecham por problemas financeiros não seguem esta regra.

Sabemos o quanto é difícil gerir um negócio pelo empreendedor, e muitas vezes essa mistura não é observada e nem corrigida. O que acaba sempre gerando mais problemas.

Fica uma percepção que a empresa não gera lucro e que o sócio não ganha nada da empresa, o que pode ser somente uma enorme confusão e falta de controle.

Seus efeitos são ainda piores quando não se há um controle financeiro que indique essa situação, trazendo outros riscos para a empresa, como problemas fiscais e ainda “descaracterização da personalidade jurídica”.

1. PROBLEMAS EM MISTURAR CONTAS PESSOAS E CONTAS DA EMPRESA

Às vezes nem nós nos damos conta de que pequenas ações podem gerar enormes problemas. Sabe aquele boleto da escola do seu filho que você paga pela empresa? Pois bem, estou falando dele mesmo.

Pode parecer cômodo fazer isso, pagar suas despesas pessoais, tão cômodo que com certeza se você não tiver disciplina e controle isso se tornará um hábito rotineiro. O problema disso é que não perceberá com o tempo e isso levará para uma cilada financeira.

Vamos entender os principais problemas desta salada de contas na vida da empresa:

Perda do controle financeiro da empresa

É, parece que não, mas isso irá acontecer. Pagando suas despesas você não terá mais o controle do resultado que sua empresa realmente está gerando.

O pior, você poderá ter a visão de que a empresa não tem lucros e tomar uma série de decisões erradas por conta disso.

É comum ficar a impressão que o sócio não retira nada da empresa, quando na verdade existe uma saída constante não percebida.

Não ter visibilidade dos gastos

A partir da perda de controle sobre as finanças, uma tarefa importante do empreendedor que é entender e controlar os gastos, será totalmente prejudicada.

O empresário na tentativa de produzir resultados poderá cortar gastos essenciais da empresa, aqueles que certamente poderiam ajudar a empresa a crescer mais.

Poderá gerar problemas na Receita Federal

Esses gastos pessoais na empresa, se não registrados, não farão parte dos rendimentos do empreendedor. Isso chamará atenção da Receita Federal que possui várias formas de confrontar a informação.

Isso levará a uma situação de malha fina, com uma situação de “rendimentos de trabalho disfarçada”.

A provável consequência é o arbitramento de tributos, que poderiam ser melhor planejados pelo contador, reduzindo encargos. Para isso, é muito importante o registro correto da despesa. No arbitramento é sempre mais caro e com mais impacto para o empreendedor.

Nunca haverá planejamento de ambos os lados

Agora algo importante: A capacidade de planejamento financeiro seu e da empresa ficará comprometido.

Você não se planejará, pois sempre haverá o caixa da empresa, mas o pior é a empresa nunca se planejar.

Então ficará difícil compor caixa para investimentos, e é ainda possível que a empresa fique endividada e utilize dinheiro mais caro através de empréstimos.

Isso prejudicará a sua própria capacidade de gerar mais renda no futuro.

A confusão patrimonial poderá descaracterizar a empresa e atingir seus bens

Precisamos pensar em situações limites… veja, você possui uma empresa com capital social e tem um problema.

Se ficar provada a ingerência com a mistura das contas, a empresa poderá sofrer um processo de descaracterização da pessoa jurídica e atingir seus bens pessoais.


Fonte: Jornal contábil

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