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Virgin Australia pede recuperação judicial


A companhia aérea Virgin Australia entrou com pedido de recuperação judicial nesta terça-feira (21), depois dos parlamentares australianos negarem socorro financeiro à empresa, que sentiu o impacto da pandemia do coronavírus. A Virgin Australia é a segundo maior companhia aérea do país.

Os parlamentares entenderam que a ajuda financeira poderia representar uma espécie de fiança para as companhias estrangeiras que juntas possuem 90% das ações da Virgin Australia. Entre os investidores estrangeiros, estão a Etihad Airways, a Singapore Airlines, o conglomerado chinês HNA Group e o grupo Virgin, do empresário britânico Richard Branson.

O impasse ilustra o desafio enfrentado pelos governos à medida que as solicitações de ajuda financeira da indústria da aviação aumentam. O prejuízo da Virgin Australia, se um comprador não puder ser encontrado, pode levar a milhares de perdas de empregos e criaria quase um monopólio local para a Qantas Airways.

No entanto, o governo australiano é contrário ao uso de dinheiro dos contribuintes para sustentar negócios que são de propriedade estrangeira.

A Virgin Australia emprega mais de 10 mil pessoas e, até a suspensão de boa parte dos voos por causa da pandemia do novo coronavírus, voava para destinos como Estados Unidos, Indonésia e Nova Zelândia.

A quebra da Virgin Australia mostra a rapidez com que uma companhia aérea pode gastar dinheiro quando seus aviões são parados. Há cerca de seis meses, a operadora captou mais de US$ 600 milhões nos mercados de títulos de dívida. No final de março, no entanto, a companhia aérea disse que precisava de um socorro de US$ 863 milhões do governo para sobreviver.

A Etihad disse que trabalhou em estreita colaboração com a Virgin Australia e outras partes interessadas para evitar a recuperação judicial, mas que não poderia fornecer apoio financeiro adicional devido ao impacto da pandemia em seus próprios negócios. A Singapore Airlines e a HNA se recusaram a comentar. Outro acionista, o Nanshan Group, da China não foi encontrado. 


Fonte: diariodoturismo.com.br, 22.04.2020

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